. . o que contém atrás das palavras . .

Achados e perdidos

“Não é incrível pensar que lá fora existe alguém pra você, que por enquanto é um completo desconhecido?”

Gabito Nunes
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“Não me olhe como se entendesse.
Não me toque como se sentisse.
Não me diga como se soubesse.
Não me pergunte como se ouvisse.
Não me abrace como se quisesse.
Não se desculpe como se importasse.
Não minta como se ajudasse.
Não me ame como se pudesse.”

Neemias Melo

“A vida cobra, e a gente tem que crescer…”; É como se agora eu tivesse dado um passo inteiro (risos). Eu cansei. Não consigo mais escrever, e a única coisa que  resta são alguns rascunhos … Tudo apenas seguiu seu curso. Tenho que seguir o meu também.


A história de uma palhaço

peguei do face do Feeeeeeeee lindo, eu achei foda e resolvi postar aqui.

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico.

Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia, porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor.

O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser.

O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta, e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos, e sentenciou: “não posso procurar o circo… aí está o meu problema: eu sou o palhaço”.


01

(Anna senta num café, pega seu maço de cigarros)

Anna: Droga, meu isqueiro acabo logo agora.

(O cara da mesa ao lado levanta-se e diz)

Brian: Quer que eu acenda?

Anna: Ah… Obrigada!

Brian: Posso me sentar?

Anna: Sim…

Brian: Marlboro light, seu preferido não é?

Anna: É sim.

Brian: Você continua linda.

(Silêncio)

Anna: Não te conheço de algum lugar?

Brian: Talvez…

Anna: Qual seu nome?

Brian: Meu nome é Brian.

Anna: Realmente me é familiar.

Brian: O mundo é pequeno Anna…

Anna: Como sabe meu nome? Eu devo te conhecer, é que desde…

Brian: Desde o seu acidente?

Anna: Você tem uma bola de cristal ai?

Brian: Não, não hahaha. Reparei na sua cicatriz.

Anna: Ah… E que desde o meu acidente, não consigo lembrar de alguns lugares ou pessoas.

Brian: Entendo…

Anna: Então… Eu… Eu te conheço?

Brian: Eu costumava ser seu namorado.